Da inutilidade da arte

Da coleção Paulo Coelho

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Obra acima do fabuloso artista Vik Muniz, que usa lixo, para compor suas obras.

 

O guerreiro da luz, quando aprende a manejar sua espada, descobre que seu equipamento precisa ser completo - e isto inclui uma armadura.

Ele sai em busca da sua armadrua e escuta a proposta de vários vencedores;

"Use a couraça da solião", diz um.

"Use o escudo DO CINISMO", respondeu outro.

"A melhor armadura e não se envolver em nada", afirma o terceio.

O guerreiro porém, não dá ouvidos. Com serenidade, vai até seu lugar sagrado e veste o manto indestrutível da FÉ,

A FÉ apara todos os golpes. A Fé transforma o veneno em água cristalina>"

sexta 09 setembro 2011 06:40 , em Da inutilidade da arte


Sobre poesia

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Vinícius de Morais

"Não tem sido poucas as tentativas de definir o que é poesia...

O material do poeta é a vida, dissemos. Por isso me parece que a poesia é a mais humilde das artes. E, como tal a mais heróica, pois essa circunstancia determina que o poeta constitua a lenha preferida para a lareira do alheio,  embora o que se mostre de saída às visitas seja o quadro em cima dela, ou a escultura no saguão, ou o último long-playing em alta fidelidade, ou a própria casa se ela for obra de um arquiteto de nome...

O homem não poderia viver sob o sentimento permanente dessas contradições e desses contrários, que procura constantemente esquecer para poder mover a máquina do mundo, da qual é o único criador e obreiro, e para não perder a sua razão de ser dentro de uma natureza em que constitui ao mesmo tempo a nota mais bela e mais desarmônica. Ou melhor: para não perder a razão tout court.

Mas para o poeta a vida é eterna. Ele vive nos vórtices dessas contradições, no eixo desses contrários...

E não é outra a razão pela qual a poesia tem dado à História, dentro do quadro das artes, o maior, de longe o maior número de santos e de mártires. Pois, individualmente, o poeta e´, ai dele, um ser em constante busca de absoluto e, socialmente um permanente revoltado. Daí não haver por que estranhar  o fato de ser a poesia, para efeitos domésticos, a filha pobre na família das artes, um elemento de perturbação da ordem dentro da sociedade tal como está constituída.

Por isso me parece que a maior beleza dessa arte modesta e heróica seja a sua aparente inutilidade. Isso dá ao verdadeiro poeta forças para jamais se comprometer com os donos da vida. Seu único patrão é a própria vida: a vida dos homens em sua longa luta contra a natureza e contra si mesmos para se realizarem em amor e tranquilidade."

pg, 101 a 103, Para viver um grande amor/ por Vinícius de Morais - Editora Olympo - 1984.

 

quarta 20 julho 2011 16:51 , em Da inutilidade da arte


Querido Theo

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"Se não estou enganado, você ainda deve ter: "Les Travaux des Champs", de Millet.

Poderia fazer o fazer de emprestá-los por algum tempo, enviando-os pelo correio?

Devo lhe contar que estou copiando gravuras de Bosboom e Allebé. Se você os visse, talvez não ficasse muito satisfeito.

Envie o que puder e não tema por mim. Se eu puder continuar a trabalhar, isso haverá de me lançar no caminho certo, de um jeito ou de outro.

Escrevo-lhe enqaunto estou ocupado a desenhar e com pressa de voltar a esse trabalho. Portanto, boa noite e mande-me as gravuras o mais rápido possível.

Com um caloroso aperto de mão em pensamento.

Vincent"

(do livro: Sede de Viver-A vida trágica de Van Gogh, título original americano: Lust for life, by Irving Stone, Editora Record)

quarta 27 abril 2011 06:35 , em Da inutilidade da arte


Reflexões

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"Quando a arte se envolve diretamente com o trabalho de um povo, suas consequências não são apenas de natureza estética. Não se trabalhará apenas para o indivíduo sensível, a quem a desarmonia externa incomoda; as ações devem superar o círculo de apreciadores de arte e objetivar em primeiro lugar os criadores e os operários que produzem a obra. Quando a arte tem lugar no seu trabalho, a consciência eleva-se e, com ela, a produtividade."

"A alegria no trabalho precisa ser recuperada e isso é tão importante quanto a melhoria da qualidade. Portanto a arte não é apenas uma força estética, mas também uma força moral e ambas convergem em última instância para a mais importante das forças, que é o poder econômico."

Fritz Schumaker

("... mais do que um retorno idealista à tríade platônica, que colocava no mesmo plano o belo, o bem e a verdade, Schumaker tinha preocupações de natureza econômica...")Gustavo Amarante Bonfim em : Coordenadas cronológicas e cosmológicas como espaço das transformações formais.

sexta 01 abril 2011 02:39 , em Da inutilidade da arte



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